Sociedade de iguais ou catástrofe planetária
Dalton F. Dos Santos* / Soberania.org - 17/05/07
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O maior desafio da classe trabalhadora é a construção de uma sociedade de iguais, sem o explorador e o explorado
Depois que as massas insurgentes fizeram cair o Muro de Berlim se libertando da camisa de força stalinista, sem a presença, por omissão ou cooptação, de sua direção revolucionária que pudesse levá-las ao estilo de vida numa sociedade de iguais, o evangelho do capitalismo imperialista foi doutrinariamente o neoliberalismo colonial.
Derrubado os Estados do chamado “socialismo real”, o imperialismo lançou uma forte campanha ideológica sobre a “morte do socialismo” e o “triunfo do capitalismo”. Tal campanha ideológica foi acompanhada de uma ofensiva geral de privatizações de empresas estatais, principalmente as petroleiras, e ataques às conquistas sociais e trabalhistas.
No Brasil e na Venezuela, os governos de Fernando Henrique Cardoso e de Rafael Caldera, respectivamente, quebraram o monopólio estatal do petróleo brasileiro e venezuelano, no ano de 1995. Hoje, através dos mecanismos de “empresas mixtas” e “associações estratégicas”, Chávez e Lula aprofundam a política de entrega das áreas petrolíferas às companhias estrangeiras.
As principais metas impostas aos Estados burgueses Nacionais de todos os países do mundo submetidos aos ditames do imperialismo dos Estados Unidos e da Europa e à ordem econômica neoliberal existente estão politicamente, em linhas gerais, determinadas assim:
• Os livres mercados;
• A reconstrução do mapa do Oriente Médio e remodelar a geografia da América Latina e Caribe;
• As privatizações das estatais e assegurar principalmente a renda petroleira;
• As desregulamentações das leis trabalhistas e retiradas de direitos da classe trabalhadora;
• A degradação das condições de trabalho e salário através da total terceirização;
• O aumento ainda mais das fronteiras agrícolas dos já extensos mega-latifúndios;
• As transnacionais só devem investir onde houver estabilização política e democracia burguesa;
• A classe trabalhadora não pode ter organizações autônomas e independentes do Estado burguês, do governo e dos patrões;
• A garantia do aumento das fronteiras agrícolas e da renda da terra. Os cultivos da América Latina e Caribe devem estar voltados para os biocombustíveis, a fim de abastecer o imperialismo ianque e europeu, e isso reduzirá ainda mais a produção de alimentos e levará o seu encarecimento;
• O acelerado extermínio do ecossistema e o agressivo aniquilamento da biodiversidade do planeta terra motivados pela exploração e extração dos recursos naturais, minerais e fósseis;
• A intensificação do crime contra a humanidade, o genocídio, como no Iraque e Haiti;
• O planejamento de planos econômicos anti-sociais que possam garantir o crescimento econômico do capitalismo imperialista e a instalação de bases militares nas supostas regiões onde há indícios de revolta popular contra o desafio do modelo colonial neoliberal traçado pelo Consenso de Washington.
A demanda por energia, especificamente o petróleo, é influenciada pelo crescimento econômico mundial do capitalismo imperialista que até pode ser afetado pela consciência do consumidor em relação à preservação do meio ambiente já bastante adoecido pelo fenômeno de aquecimento global do planeta terra, devido à liberação de CO2 para a atmosfera. No entanto, a morte do planeta terra pouco importa aos capitalistas imperialistas e governos aliados. O governo do Brasil, infelizmente, além de ser o mais poderoso cão de guarda de Bush, na América Latina, é um dos mais lacaios. E ninguém pode negar essa confirmada realidade. Uma das provas cabais é a terceirização do Exército do Brasil, praticando genocídio no Haiti.
Logo após a queda do muro de Berlim, a indústria petroleira boliviana foi privatizada e sua estatal, desmantelada. As transnacionais que operam na Bolívia já encheram seus cofres com enormes fortunas ao conseguir impor um dos mais altos índices de lucratividade da indústria petroleira mundial. Foram presenteadas, sem ter que fazerem maiores investimentos, com os gigantescos campos de hidrocarbonetos do Estado da Bolívia. Sempre tiveram os custos de produção (gastos operacionais, custos de manutenção de poços, infra-estrutura e equipamentos, gastos administrativos diretos e pagamento de impostos de produção) mais baixos do mundo. Sempre pagaram impostos quase simbólicos. Venderam sua produção no mercado interno e externo a preço internacional.
Do outro lado do mundo, impulsionado pelo elevado índice do crescimento econômico, o crescente consumo de energia da China e Índia onde o imperialismo dos Estados Unidos e da Europa instalou suas indústrias básicas, que empregam mão-de-obra extremamente explorada, enche excessivamente com montanhas de dinheiro o cofre de suas transnacionais petrolíferas.
Simultaneamente, o resultado final dos planos econômicos e militares traçados pela política do Consenso de Washington para encher os cofres dos Estados Nacionais aliados e das transnacionais ianque e européia é o aumento da pobreza e da miséria da imensa maioria da população do mundo.
Na América Latina e Caribe, o efeito dessa política colonial neoliberal que foi apresentada como o caminho para o desenvolvimento econômico e o “ingresso ao Primeiro Mundo” tem sido um “sonho de esperança” carregado de pesadelo para a parcela assombrosa dos povos oprimidos. Como a mentira sempre tem pernas curtas, já foi espalhado um rastilho de pólvora que a qualquer momento pode ser aceso para impulsionar os processos revolucionários que podem impossibilitar o avanço do plano recolonizador imperialista nos países da América Latina e Caribe. Estalidos já ocorreram no Equador, Argentina, Bolívia e Venezuela.
Essas lutas, com reivindicações contra o capitalismo imperialista e a colonização (rechaço à dolarização da economia, nacionalização dos recursos naturais sem indenização, não pagamento da dívida externa, ruptura com o FMI...), voltam a colocar o socialismo como uma perspectiva necessária das massas e útil para os ecossistemas e biodiversidade do planeta terra. Ou seja, garantia de sobrevivência digna do ser humano explorado e preservação por mais algum pouco tempo geológico do habitat que permite, sob condições cada vez mais precárias, a reprodução evolutiva de todos os seres do reino animal terráqueo. Em outras palavras: todos precisam ser informados de que o nosso planeta está num estágio avançado de senilidade natural e que tem sido acelerada pelo modo de produção capitalista, imposto por uma minoria gananciosa. A classe trabalhadora tem uma tarefa histórica: preservar a garantia da vida digna, sem serem explorados, para aqueles que ainda irão nascer.
Todas essas lutas, embora embrionárias e localizadas e apesar das tentativas inúteis de reprimi-las através de forças policiais da burguesia nacional e imperialista, mostram o quanto mudou a situação latino-americana e caribenha e a consciência das massas destes continentes desde o início da década de 1990, depois da queda do Muro de Berlim e derrubada dos Estados do chamado “socialismo real”.
O Pico de Descoberta e de Produção dos Hidrocarbonetos irão aprofundar o genocídio, o crime contra a humanidade
O governo Bush tem recomendado a expansão significativa do plantio de uma herança das mais malditas a ser deixada para a humanidade, a dos biocombustíveis, no hemisfério sul. Faz isso porque os Estados Unidos importam mais de 60% do petróleo que consome a um custo de mais de 75 bilhões de dólares anual. E o governo Lula tem uma enorme preocupação com a expectativa de consumo energético dos Estados Unidos e para atendê-los já está desmobilizando o Ibama.. E ainda tem a desfaçatez de afirmar:
“Ao contrário do que dizem alguns críticos mal informados, os biocombustíveis não apresentam qualquer risco para a segurança alimentar das nações mais pobres, desde que desenvolvidos de forma criteriosa, de acordo com a realidade de cada país”.
Faz parte do conhecimento mais elementar das pessoas que os solos, os rios, as fontes e os aqüíferos de água doce são facilmente contaminados por produtos químicos espalhados nas regiões agrícolas. É do saber popular que os seres humanos podem ingerir poluentes químicos e adquirir doenças patogênicas diretamente dos solos (isto é, por contato com os solos), ou indiretamente, através dos alimentos e da água doce dos rios, das fontes e dos aqüíferos contaminados pelas pesticidas ou inseticidas. Até mesmo as partículas de terra contaminadas pelos produtos químicos podem ser poluentes e causadoras de doenças infecciosas quando entram pelos olhos, nariz e boca e atuam como substâncias irritantes ou alérgicas. A água doce contaminada é responsável por 80% das doenças infecciosas do mundo e por 90% de todas as doenças infecciosas nos países em desenvolvimento (Table 1; Epstein et al. 1994).
Desde o ano de 1998 que (segundo David Pimentel, Maria Tort, Linda D’Anna, Anne Krawic, Joshua Berger, Jessica Rossman, Fridah Mugo, Nancy Doon, Michael Shriberg, Erica Howard, Susan Lee e Jonathan Talbot) a prevalência de doenças humanas tem aumentado muito rápido mundialmente, como também o número de mortes por doenças. A ecologia de doença aumentada é sumamente complexa por causa da diversidade de organismos infecciosos e dos efeitos da degradação ambiental sobre a prevalência de doença. A expansão rápida de populações humanas é um fator principal na elevação de doenças humanas: Humanos que vivem em áreas urbanas abarrotadas estão em um ecossistema que é ideal para o ressurgimento e expansão de correnteza de doenças velhas como também para o desenvolvimento e expansão de doenças novas. O aumento sem precedente da poluição do ar, da água e da terra, incluindo desperdícios orgânicos e químicos, acentua o stress (tensão) humano e a prevalência do aumento de doenças. Em particular, a disseminação da desnutrição aumenta a suscetibilidade dos humanos a patogênese infecciosa e outras doenças.
Além de que mudanças de clima globais estão melhorando o ambiente para algumas doenças e vetores de doenças. Mudanças de clima também podem aumentar a suscetibilidade de colheitas alimentares a algumas pestes que, em troca, poderia intensificar a escassez de comida e desnutrição. Um problema simultâneo é a expansão rápida do número de “refugiados ambientais” (Myers 1993). Milhões de seres humanos, vivendo na pobreza e miséria absoluta e desesperados por comida, fogem das áreas tornadas pestilentas na busca de um “novo ambiente natural” que possa garantir a sobrevivência humana. A pobreza, a miséria absoluta, a desnutrição, a tensão e o deslocamento promovem o ressurgimento de doenças velhas e o desenvolvimento de novas doenças.
Estas análises confirmam que muitos fatores influenciam a prevalência do aumento de doenças humanas que acontecem mundialmente. No final da década de noventa (1990), a equipe cientifica de David Pimentel constatou que 40% das mortes foram decorrentes de fatores ambientais diversos, inclusive poluentes químicos, tabaco, e desnutrição. Já era esperado que a continuidade do crescimento das doenças fosse inevitável, e de acordo com Murray e Lopez (1996), a prevalência das doenças era projetada para aumentar 77% durante o período de 1990 até 2020. Também foi prevista a elevação dos índices de doenças infecciosas que causam 37% de todas as mortes ao longo do mundo. As mortes nos Estados Unidos por doenças infecciosas aumentaram 58% entre 1980 e 1992, e a tendência do crescimento das doenças projetada para continuar foi confirmada nos dias atuais. A prevalência de doenças continuará crescendo sua elevação rápida ao redor do mundo, o que diminuirá a qualidade de vida para todos os humanos. Não precisamos andar para muito longe, basta visitarmos os latifúndios dos usineiros escravistas do nordeste brasileiro para podermos constatar essa lastimável realidade.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que recentemente declarou que os usineiros escravagistas são os heróis nacionais também afirmou: “Tenho insistido muito no desenvolvimento dos biocombustíveis como instrumentos de geração de renda nos países do Sul. O etanol e o biodiesel, além de fontes energéticas limpas, renováveis e baratas, podem constituir resposta eficaz para o desafio de combater a pobreza”.
Infelizmente, o presidente Lula desconhece o resultado de uma das últimas pesquisas de David Pimentel e Tad Patzek, da Universidade de Cornell e da Califórnia em Berkeley, respectivamente. Ambos comprovaram que para cada unidade de energia fóssil usada na produção de agrocombustivel, o retorno é de 0.778 no caso de metanol de milho, 0.636 no etanol de madeira e 0.534 no biodiesel de soja. Ou seja, o balanço é negativo. Se gasta mais energia fóssil para produzir o equivalente energético de biocombustível. O resultado desse estudo de David Pimentel e Tad Patzek arrancou a fantasia verde do imperialismo. Michael S. Graboski, Colorado School of Mines, contradiz o resultado da pesquisa de David Pimentel e Tad Patzek. Independentemente da polêmica existente sobre o balanço de energia dos biocombustíveis, o problema do planeta terra e dos seres humanos oprimidos será aumentado.
Lula hoje desconhece que, no Brasil, a eficiência do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar aparenta dar melhores resultados por ocultar um dado brutal e escandaloso: a produção se baseia no trabalho escravo e semi-escravo, em condições humanas e trabalhistas deploráveis.
O que está, então, por trás da produção anti-econômica do etanol, contrariando a essência do capitalismo imperialista? Na verdade, o governo do Brasil tenta esconder o aprofundamento da recolonização da América Latina e Caribe. É nos continentes latino-americano e caribenho onde existe disponibilidade de terras para o cultiva de plantas energéticas. As transnacionais petrolíferas devem ser transformadas em empresas de energia e não somente de petróleo. Correndo na mesma raia, a indústria automobilística tem uma superprodução anual. Existem mais de um bilhão de automóveis no planeta – com uma população de 6 bilhões e 600 milhões de pessoas. A produção anual é ao redor de 80 milhões de novos automóveis por ano.
O imperialismo planeja sua estratégia baseado na informação fornecida pela ASPO (Association for the Study of Peak Oil and Gas): Em curto prazo, o pico máximo de produção mundial de petróleo ainda não é o fim do petróleo. É apenas o fim do petróleo barato e o inicio da maior acumulação de riquezas das transnacionais petrolíferas e da indústria automobilística.
A grande indústria automobilística e petroleira, as maiores empresas do planeta, são as mais interessadas no agroenergético. As petroleiras fortificam a aliança comercial com a indústria automotriz no negócio do agro energético. Com um argumento “ambiental”, teoricamente como contribuição para diminuir as emissões de bióxido de carbono (CO2), enxergam agora uma oportunidade excelente de aumentar seus lucros, sem deter o crescimento da indústria automobilística e petroleira.
Na rasteira deste excelente negócio para o imperialismo, os mega-latifundiários escravagistas põem a vista nos extraordinários resultados lucrativos que virão devido ao aumento das fronteiras agrícolas e subsídios do Banco Mundial para a produção do biocombustivel e, por conseguinte, crescimento da dívida externa interna dos países latino-americanos e caribenhos.
Para beneficiar os usineiros escravagistas brasileiros, Lula vai mais pesado no discurso: "Se você imaginar que no Brasil temos 850 milhões de hectares e destes 444 milhões são bons para a agricultura e se você imaginar que a cana-de-açúcar ocupa 1% de toda essa terra e a soja, 4%, percebe-se que nós temos milhões e milhões e milhões de hectares para que a gente possa plantar o nosso biocombustível"Por que, então, o governo Lula não faz logo a reforma agrária para garantir terras agricultáveis para o plantio de alimentos para milhões de trabalhadores rurais sem terras, famintos e doentes, existentes no Brasil?
A população humana quadruplicou no último século, de 1.5 bilhões para 6.6 bilhões, e Lula que nega a reforma agrária, responde categoricamente as duas perguntas vitais para as indústrias de energia e automotriz e para a humanidade: “Quanto combustível pode ser cultivado”? “Quanta terra para o plantio de alimentos ficará”? “Não o suficiente” e “pouca”.
Em 1950, 500 milhões de seres humanos (20% da população mundial) foram considerados desnutridos (Grigg 1993). Na década de noventa (1990) mais de 3 bilhões de seres humanos (aproximadamente metade da população mundial) sofria de desnutrição (WHO 1996e) e entre 6 e 14 milhões de pessoas morriam de desnutrição cada ano, (Murray e Lopez 1996). Atualmente, todos os dias morrem de fome 36 mil pessoas (mais de 12 milhões cada ano). Os maiores números de mortes por fome e as mais elevadas taxas de desnutrição da história jamais podem retroceder numa sociedade capitalista imperialista. O problema da desnutrição também está no aumento das estatísticas nos Estados Unidos, especialmente entre os pobres.

A desnutrição que é causada pela entrada inadequada e insuficiente de calorias, proteína, e numerosas vitaminas e minerais essenciais para o corpo humano, é uma doença relacionada principalmente com a degradação ambiental. A desnutrição prevalece em regiões nas quais as provisões de comida global são inadequadas e insuficientes. O continente africano é exemplar. Contraditoriamente, veja só o que afirma o Lula: “A África, daqui a 30 anos, terá 300 milhões de habitantes. Se 30% dessa população consumir alguma coisa nossa, o Brasil, se quiser e for ousado, pode ter uma penetração extraordinária nesse mundo, como estamos vendo agora na América do Sul”.
Os picos de descobertas e de produção de hidrocarbonetos irão aprofundar a prática do genocídio, o crime generalizado contra a humanidade. Como as reservas de petróleo e de gás do planeta terra esvaziam, a humanidade ficará pisando sobre terras estéreis, herdadas dos bioenergéticos, impossibilitadas de produzirem alimentos que venha garantir sua sobrevivência. Por tanto, a classe trabalhadora universal não pode negligenciar a luta pela nacionalização dos hidrocarbonetos sem indenização em todos os continentes onde há acumulações de petróleo e gás. Se os campos de petróleo e de gás permanecerem nas mãos das transnacionais do imperialismo ianque e europeu, o fim do planeta terra e da humanidade será inevitável. Somente o socialismo; ou seja, o estilo de vida numa sociedade de iguais, é capaz de fazer retroceder a iminência dessa catástrofe planetária que extinguirá totalmente a espécie humana, uma das mais novas do planeta terra.
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Fonte Pesquisada:
- ¿La Venezuela de Chávez marcha hacia el socialismo? Alejandro Iturbe
- BOLIVIA ES UN PARAÍSO PARA LAS PETROLERAS - Redacción de Econoticiasbolivia.com
- Ecology of Increasing Disease, Population growth and environmental degradation – Bioscience Vol. 48 No. 10 October, 1998, David Pimentel, Maria Tort, Linda D’Anna, Anne Krawic, Joshua Berger, Jessica Rossman, Fridah Mugo, Nancy Doon, Michael Shriberg, Erica Howard, Susan Lee and Jonathan Talbot
(*) Dalton Francisco Dos Santos / Diretor do Sindipetro AL/SE (Sindicato dos Petroleiros, Químicos e Petroquímicos de Alagoas e Sergipe) – Conlutas - Brasil / Email: palma@infonet.com.br
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