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Caracas / Venezuela -
 


Petrobras faz terrorismo moral contra funcionários
AEPETRO* / Soberania.org - 21/01/10


Leninha está acampada na RELAM local de seu trabalho inicial onde desenvolveu suas patologias profissionais. Com risco de ir a óbito, Leninha permanece acampada na frente da RELAM onde desenvolveu seu adoecimento ocupacional. Nesse primeiro momento, reivindica o restabelecimento do fornecimento dos medicamentos essenciais à mantença de sua vida.

Com a despedida ilegal e abusiva, Leninha ficou sem salários e sem os medicamentos que lhe eram de há anos fornecidos pela Petrobrás para o prolongamento de sua vida, por encontrar-se gravemente doente e lesionada por doença ocupacional desenvolvida na empresa, como sabido, quer pela empresa quer por seus médicos, tudo constando de seus prontuários onde a empresa sempre acompanhou o desenvolvimento de seu adoecimento ocupacional. 

Edilene Farias, Leninha da Aepetro, tem sido compelida a fazer tensionamentos sociais, pela suspensão injustificada dos medicamentos de que carece para a mantença de sua vida, apenas porque ao buscar sensibilizar os dirigentes da empresa, acabou por ser demitida doente e lesionada, com grave risco de ir a óbito, como tem sido denunciado e como consta da página web da entidade
(www.aepetro.org.br)

Leninha desenvolveu sabidamente diversas patologias no meio ambiente de trabalho a que foi compelida trabalhar, na RELAM, onde se encontra acampada, num gesto de desespero para que a empresa volte a lhe fornecer os medicamentos que foram suspensos e essenciais à mantença de sua vida.



Leninha iniciou seus trabalhos na RELAM onde se encontra acampada, diante dos preocupantes sinais de agravamento da doença desenvolvida no trabalho e pala falta dos medicamentos suspensos. Em razão disso, resolveu ontem durante a madrugada acampar na porta da RLAM, unidade na qual sua doença ocupacional se apresentou ainda com apenas seus 21 aninhos de idade, escalarecendo:

"Foi aqui que eu adoeci, é esse órgão que deve pagar a conta. Se a Petrobrás resolver jogar os custos para outra UN, não é problema meu. Mas desde ontem meu endereço de cobrança será esse. Estou a menos de 10 metros do portão principal da refinaria, sentindo o aroma e os efeitos dos derivados sobre meu sistema imunológico. Diante da falta de remédios, eram duas alternativas, deixar a progressão lenta que já se iniciava, me matar de angústia e estresse, ou partir para o 'tudo ou nada' aqui nesse local que inexplicavelmente para alguns, mas muito claramente para mim, eu amo.

Tenho recebido o apoio expressivo e emocionante de inúmeros  colegas, que trazem um abraço, uma maçã, um suco, um pão, enfim toda a sorte de apoio e solidariedade. Hoje minha irmã veio trazer meu laptop e acabei de arrumar minha casa. Os coelgas já tinam comprado vassoura, pano de chão, pá de lixo e desinfetante. Hoje na hora do almoço vieram varrer  a casa para poupar meus músculos.

Já me informaram da detreminação: você só sai daqui reintegrada! Sou mais modesta, com meus medicamentos restabelecidos, volto e continuo a luta em lugar menos agressivo para minha frágil saúde. Para o bem da coletividade, essa nova forma de protesto vai servir para demonstrar a insalubridade da refinaria, mesmo do lado de fora minha pele já está iniciando a dar sinais de desconforto. Todos que me conhecem sabem que não costumo blefar, digo e faço!

Torço para ou através da justiça, ou os GERENTES DA PETROBRÁS reconsiderem o crime que estão comentendo com a brevidade que o caso requer...amo viver e ainda quero lutar muito.

Seguem fotografias feitas hoje à noite. Para preservar os colegas, somente publicarei foto de familiares e militantes. Estou agora muito mais confortável podendo me comunicar com voces. Nem pensem em tristeza, sou igual aos carvalho...podem me quebrar, mas jamais envergo!

Terei pouca autonomia de laptop, pois terei dificuldade de carregar a bateria. E acreditem, mesmo aqui fora, já recebi denúncias escabrosas e já acumulo algumas denúncias graves para encaminhar...não perco tempo!

Na foto mina irmã Érica (demitida doente ocupacional da Braském após 10 anos de empresa, coincidentemente 1 mes e tres dias antes da minha demissão) acompanada do noivo Uil, minha filha Vitória de blusa cinza e uma amiguina a Bianca de blusa preta. Minha filha Lara não veio, estava com os amiguinhos 9coisa de adolescente -14 anos)

Bjs a todos, Deus está no comando".

 

Leninha
Demitida política da Petrobrás no Governo LULA
71 81932166 - 96121879 - 88035662

 

 

 

[*] www.aepetro.org.br

 

 

 

 

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